quarta-feira, 15 de abril de 2009


Ainda Te Amo

Dobrei todas as esquinasFugindo do teu olharAmordacei emoções, carinhosSequei meu pranto, coração Segui por estradas íngremesDeixando meus rastros de solidãoEngoli tuas regras, prescriçõesEm seco, cruzei pântanosArrisquei-me, escalei montanhasFechei os olhos, diante do medoPerdia-me de mim, sofriaFui me deixando, sombraPássaro cativo em céu abertoQueria-te, abraçava-te no meu frioNos lençóis do meu pensamentoCobria meu corpo com o teuPedi ao tempo guaridaDeitei-me no colo da esperançaEspera infrutífera, inútilNão voltaste para sonhar comigoMas ainda agora, meu coraçãoTeima em dizer: te amo

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